Entrando na Historia

       Sobre A Historia da RADIOLOGIA O professor de física da universidade de Wurzburg, chamado Wilhelm Conrad Roentgen, ficou conhecido no mundo, como o “Pai” da RADILOGIA, em 1895, com a descoberta de um tipo novo de radiação produzido no interior de um tubo rarefeito, resultando do impacto dos raios catódicos sobre a parede de vidro do próprio tubo.

 A noite de 8 de novembro de 1895, e nas sete semanas seguintes de mistério, é uma fonte rica de fascinação e especulação.

  Roentegen passou a manhã e à tarde do dia preso às pesquisas e aos problemas de raciocínio teórico que, no âmbito da física, eles provocavam à medida que se desdobravam. Todo o sábado e o fim de semana foi dedicado a solucionar as questões científicas que surgiam e o sobre carregavam. A partir daí, da primeira semana de novembro, seguiam-se de intensa atividade, nas quais, segundo relatos, comia e dormia no laboratório.

       Pesquisava-se, à época, na Europa, sobre física, a passagem da corrente elétrica de alta tensão em tubos rarefeitos, que prendia a atenção dos pesquisadores.

 De 1878 a 1894, acrescentam-se os trabalhos dos físicos em seus laboratórios. Antes, em 1876, Eugen Goldenstein, professor de física da Universidade de Berlim, deu à corrente de efeitos coloridos, visível entre os eletrodos do tubo rarefeito, o nome de raios catódicos, achando-se entre as primeiras observações a respeito, as de Pluker, em 1859.

 Estabelecia-se de outra parte, por essa ocasião, na Europa, certa controvérsia sobre a natureza dos raios catódicos. Crookes e grande parte dos pesquisadores ingleses sustentavam que os raios catódicos eram emanações de partículas elétricas negativas, de velocidades muito menor que a luz.

     Alemães, com exceção de alguns entre os quais Goldenstein, relacionavam esse raios a modificações no éter, e que a natureza das emanações no interior do tubo era semelhante à dos raios ultravioleta. Joseph Thomson confirmaria mais tarde (1897), definitivamente, que os raios catódicos eram partículas carregadas de eletricidade negativa, os elétrons.

        O ano de 1894 assinalaria o inicio dos estudos de Roentgen sobre os raios catódicos. Embora fosse, na ocasião, tema de pesquisa corrente na Europa entre físicos, desconhecem-se, na verdade, os motivos que levaram Roentgen a voltar sua atenção para o tema. Diz Graham Farmelo que suas “anotações indicavam que ele resolvera conferir os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade de Bonn

        – Heinrich R. Hertz, o descobridor das ondas do rádio, e seu assistente, Philip E.A.Lenard”. Aliás, como já dito, Lenard, Hertz, Crookes e Hittorf foram os antecessores imediatos de Roentgen. Em 1894, passam-se algumas ocorrências que repercutem na vida sentimental de Roentgen. A primeira delas, a morte de August Kundt, seu mestre da primeira hora e de sempre, por quem cultivava não só o sentimento de grande admiração, mas do profundo reconhecimento pela influencia que exercera em sua formação, como físico e pesquisador, e em sua carreira universitária.

       Alem de Kundt, faleceram, em janeiro e setembro desse mesmo ano, duas figuras da ciência alemã—Heinrich Rudolf Hertz, aos 37 anos de idade, e Hermann Von Helmholtz, o “descobridor matemático dos raios X, antes da sua descoberta física por Roentgen. Ainda nesse mesmo ano, sua dedicação ao ensino e à pesquisa e seu empenho e interesse pelo prestígio cada vez maior não só do Instituto de Física, do qual era diretor, mas da própria Universidade, no conceito das demais da Alemanha e da Europa, levaram-no a ser escolhido reitor, cargo que assume com a convicção de quem iria vive o reitorado com entusiasmo e empenho. Mas não a ponto de desviá-lo de seu rumo

          – a pesquisa cientifica, tanto assim que cerca de um ano depois, volta ao seu laboratório. Bertha, a esposa de Roentgen, depois de muito tempo convidada a ir até seu laboratório, foi a primeira e única testemunha das experiências que levaram o marido a consolidar-se e ao seu grande descobrimento. Foi no domingo, 22 de dezembro de 1895.

            Roentgen persuadiu-a a colaborar como objeto de seu experimento. Posta a mão esquerda de sua esposa no chassi, com o filme fotografico no seu interior, sobre ela fez incidir radiação oriunda do tubo, que durrou cerca de 15 minuto, segundo os relatos da epoca. Revelando o filme, lá estavam, para confirmação de suas observações, a figura da mão de sua esposa, os ossos dentro das partes moles menos densas.

     Roentgen desscobriu uma nova espécie de raios !

        Mais do que atento ao seu trabalho, apaxonado pelo resultado dos seus experimentos, entregue por inteiro à expectativa da impressão que ele causaria no meio cientifico, inquieto e ansioso, a primeira coisa que fez, no primeiro dia do ano de 1896, foi expedir cópias do seu trabalho a fisicos de renome, algunsdeles de suas relações de amizade.

 Em sua primeira comunicação: “Sobre uma nova especie de raios”, Roentgen justifica a denominação de raios, para agente que emana das paredes do tubo de descarga, com a formação de sombras regulares que ocorre “se se colocam materias mais ou menos transparentes entre o aparelho e o écran flurescente (ou filme)”. E a seguir:”…Sombras do ossos da mão, de um jogo de pesos contidos contidos em uma pequena caixa, sombra de peça de metal cuja falta de homogeneidade se torna aparente com os raios X”.

      Com essas revelações de seu trabalho original, já em dezembro de 1895, eram anuciadas duas aplicações práticas, que se seguiam, dos raios X: o seu em medicina (diagnostico médico) e na industria (estudar o interior de peças metálicas sem as destruir).

    “Grande número de invenções verdadeiramente notáveis ocorreu no século XIX, mas o descobrimento de Roentgen fascinou o publico de um modo especial – ele propocionou um meio de, sem corta, nem abrir, explorar o corpo humano”. (Graham Farmelo).

    Jastrowiz, um dos medicos mais entusiasmados com a nova conquista, apresenta, em 20 de janeiro de 1896, uma radiografia efetuada, com indicação clinica, na secção de Fisica do “Urânia”. Paul Spiss, mostrava um fragmento de cristal na mão de um operario, ferido, um ano antes, em uma explosão.

       Muitas radiografias de mão foram feitas, na ocasião, simutaneamente, na Europa e America — parte do corpo preferida, porque talvez se tivesse tornado um simbolo a radiografia da mão da esposa de Roentgen, primeira radiografia da parte do corpo humano, realizada por ele proprio.

 Roentgen, depois de mostrar a capacidade que os raios tinham, de atravessar papel, lâminas de estanho, madeira, suas proprias mãos, e outros corpos opacos à luz, referiu-se às suas tentativas para tornar uma foografia (com os novos raios) atraves de uma porta de madeira que seprava os dois laboratorios, em um dos quais colocava o tubo de descarga e a bobina de indução, e no outro, a placa fotografica. Depois da revelação do negativo, notou várias faixas brancas sobre o mesmo, as quais não sobre explicar. Roentgen desmachou a porta e as mouduras que, em relevo,enfeitavam paineis da mesma. Verificou que as faixas brancas nas placas fotograficas correspondiam a sombras produzidas pelo alvaiade (carbono de chumbo) que havia sido usado para fixar as moduras dos paineis da porta.

 (Radiologia – Tecnicas Básicas) Prof.Robson Leal.

3 Respostas to “Entrando na Historia”

  1. edilson pacheco Says:

    facinante esta descoberta, um conteudo perfeito e empolgante, parabens aprendi muito !!

  2. Ricardo Says:

    Parabéns! O site tem materiais todos muito bons.

  3. Erica Patricia Moreira Lopes Says:

    Professor muito bom o seu blog ..

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